Felinos são indivíduos fascinantes, conquistaram seu espaço no ambiente doméstico e hoje figuram, em alguns países, como pet preferido superando até mesmo os cães. Surgiram então necessidades entre nós veterinários para atendê-los da forma como merecem.

O primeiro fator a ser considerado é a coleta! Plaquetas felinas são muito sensíveis, coletas lentas ou difíceis que induzam agregado plaquetário induzem equipamentos ao erro fatalmente! Somente a leitura da lâmina identifica e corrige esse artefato.

Além disso, hemácias felinas são menores quando comparadas às dos cães, um problema que pode ser resolvido com a calibração do equipamento. Ele passa então a admitir partículas menores como eritrócitos. Uma excelente solução, não fosse o fato de que as plaquetas em felinos não raramente são grandes (macroplaquetas). É uma característica da espécie, mas que coloca duas partículas completamente diferentes em suas funções e origens no mesmo mecanismo de contagem! 

Resultado: plaquetas acabam contadas como eritrócitos. O maquinograma fornece então números aumentados de hemácias e diminuídos de plaquetas.