Um vez diagnosticadas, é possível classificar as anemias em regenerativas e arregenerativas, de acordo com a quantidade de células eritróides jovens circulantes. Esse conhecimento é importante para traçar estratégias terapêuticas e estimar o prognóstico do animal. 

Sempre que uma anemia for chamada regenerativa, o clínico deve ter em mente que há no sangue periférico sinais evidentes de que a medula está trabalhando para compensá-la. A liberação de células ainda jovens (imaturas) na circulação pode ser percebida pela aumento do VCM; pela contagem e constatação de altos índices reticulocitários e até mesmo pelo achado de eritrócitos ainda nucleados (metarrubrícitos). São causas de anemias regenerativas: hemorragias; anemias hemolíticas e hemoparasitoses.

Por outro lado, as anemias arregenerativas, aquelas que assustam um pouco mais os clínicos, são as que produzem hemácias pequenas e poucos sinais de trabalho medular. Embora mais trabalhosas, não são sempre irreversíveis e basta que a causa de base seja identificada e, se possível, retirada para que haja reversão do quadro. São causas de anemias arregenerativas: quadros inflamatórios graves; utilização ou exposição a fármacos e produtos químicos; agentes infecciosos; doença renal crônica, doenças endócrinas

Contudo, para classificar e identificar anemias, um bom hemograma completo associado à contagem de reticulócitos tem excelente valor diagnóstico.